Máquina do Tempo é uma impressora matricial que imprime o horário minuto a minuto, ininterruptamente, enquanto está ligada. O papel, que é do tipo contínuo, se acumula no espaço, numa espécie de materialização da passagem do tempo. Também são geradas folhas de papel carbono impressas que se acumulam na parte de trás do dispositivo, como uma versão negativa do que se vê pela frente.

 

Numa época em que os dias e anos passam cada vez mais rápidos a obra sugere que literalmente se pare para ver o tempo passar. A máquina também espelha uma condição comum a muitos indivíduos trabalhadores das sociedades atuais, funcionando de maneira ininterrupta e burocrática, a fim de cumprir uma única função e muitas vezes envelhecendo nessa circunstância.

 

Ao contrário das máquinas do tempo dos filmes ou livros, sempre dotadas de um caráter de fantasia e de um certo traço de liberdade, essa Máquina do Tempo trabalha para mostrar o viés oposto.

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:: Máquina do Tempo, 2017 - instalação audiovisual composta por impressora matricial, microcomputador raspberry, formulário contínuo e tijolos de concreto. 

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