Queda é uma instalação audiovisual composta por três televisores de tubo empilhados um sobre o outro, exibindo imagens de uma cachoeira que ao fluir se transforma em ruído de imagem e som.

 

A obra mostra uma queda-d’água dividida em três segmentos, um para cada monitor. Na medida em que a água cai a imagem se pixeliza e adquire uma aparência cada vez mais artificial. O som que se ouve é um híbrido da captação do ambiente natural com interferências sonoras comuns em aparelhos de televisão fora do ar, que se assemelham muito ao barulho de água corrente em grande vasão, ampliando a ambiguidade na distinção dos elementos ali presentes.

 

A ideia do trabalho surgiu a partir da constatação de alguns paralelos entre a imagem de uma cachoeira que havia sido gravada anteriormente e ruídos e interferências audiovisuais. Essas similaridades ocorrem tanto neste campo como, de forma conceitual, em relação ao desenvolvimento humano e das tecnologias.

 

Através do diálogo entre imagem, som e objetos alguns aspectos são abordados neste trabalho. Dentre eles estão a cada vez mais tênue fronteira entre o natural e o artificial e a questão da contaminação generalizada, tanto das mídias e tecnologias como no âmbito do meio ambiente. Os velhos monitores de tubo reforçam esse caráter de desmoronamento, decadência e queda.

> SÍNTESE DA INSTALAÇÃO MONTADA

:: Queda, 2018 - instalação audiovisual composta por três televisores de tubo de 29 pol. exibindo em looping três vídeos coloridos com resolução de 640 x 480p e duração de 2'26”, 2,33” e 2'33” respectivamente. 

> VISTAS DA INSTALAÇÃO

vistas da instalação